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e a imagem de enquadramento do tema do Turismo Acessível e Inclusivo representando, em banda desenhada, a diversidade de clientes com necessidades especiais


A PERFIL e o Turismo Acessível e Inclusivo
O novo conceito de Turismo Acessível e Inclusivo - turismo para todos visa um público-alvo muitíssimo mais amplo e diversificado do que o anterior; visa as pessoas-turistas com necessidades especiais.

Para uma melhor compreensão, entende-se por necessidades especiais, as necessidades decorrentes de limitações motoras, visuais, auditivas, intelectuais ou alérgicas que uma percentagem cada vez mais elevada da população vai revelando ao longo da vida, relacionadas com a sua situação de saúde.

Limitações essas que vão emergindo, seja em resultado do próprio processo de envelhecimento, conduzindo à necessidade de ajustamento do próprio conceito de turismo sénior, seja em resultado de acidentes, acidentes de trabalho, acidentes de viação, acidentes domésticos, etc., seja em resultado de diversas doenças genéticas ou que vão ocorrendo ao longo da vida, seja, ainda, de situações pontuais de redução da mobilidade, tais como estados de gravidez, ou pais com carrinhos de bébé ou crianças de colo, obesidade, etc.

A PERFIL enquanto empresa solidária, importa-lhe a activação concreta dos direitos das pessoas com limitações motoras, sensitivas, intelectuais ou com um mix de tudo isto; por doença, por acidente, por envelhecimento, quem escapa?

Mas ao lado desta causa social, há uma causa económica. O nosso País não pode alhear-se dos turistas que exigem condições Especiais de Atendimento nos destinos que escolhem para viajar. Esta corrente turística tem relevância crescente e uma indústria exportadora – como a indústria de turismo portuguesa – pode e deve posicionar-se para disputar tal mercado.

O mercado do Turismo Acessível e Inclusivo - alguns dados
Segundo a Organização Mundial da Saúde (2011), existem cerca de mil milhões de pessoas com deficiência no mundo. Isso equivale a aproximadamente 15% da população mundial com alguma incapacidade física, mental ou sensorial;

De acordo com dados do Estudo da Comissão Europeia - ECONOMIC IMPACT AND TRAVEL PATTERNS OF ACCESSIBLE TOURISM IN EUROPE, de 2013, existem cerca de 138,6 milhões de pessoas com necessidades de acesso na UE, dos quais 35,9% são pessoas com deficiência com idade entre 15-64 anos, e 64,1% são idosos com 65 anos ou mais.

Entre os países da UE27, o Reino Unido, a França, a Alemanha, a Itália e a Espanha são os países com o maior número de pessoas com necessidades de acesso, todos acima de 10 milhões.

Em 2012, os fluxos turísticos correspondentes a este segmento na UE totalizaram cerca de 783 milhões de viagens no interior da UE, prevendo-se um crescimento para cerca de 862 milhões de viagens por ano para 2020, o equivalente a uma taxa de crescimento médio de 1,2% ao ano. A maioria das viagens realizou-se dentro da UE, especialmente no país de origem.

Prevê-se igualmente um rápido envelhecimento da população. Até ao ano de 2050, o número de pessoas com mais de 60 anos de idade vai aumentar para 20% da população mundial, com um quinto desse grupo a corresponder a pessoas com mais de 80 anos.

Agora e no futuro

A percentagem de pessoas com diferentes tipos de limitações relacionadas com a sua situação de saúde tende a continuar a aumentar, não só por razões de situações de deficiência congénita, mas também devido a sequelas de acidentes e de diversas doenças, e sobretudo do envelhecimento progressivo da população.

O sucesso dos destinos turísticos, agora e no futuro, vai depender cada vez mais da sua capacidade de acolher adequadamente este tipo de clientes e de responder com qualidade às suas necessidades especiais.

Capa da revista UNWTO da Organização Mundial de Turismo, acerca das 
recomendações para a acessibilidade o turismo Grande parte da população sénior possui rendimentos significativos e o desejo de viajar, tanto nos seus países de origem, como no exterior; os seus gastos tendem a ser maiores do que o de turistas em geral.

As pessoas com deficiência/incapacidade e os idosos têm a possibilidade de viajar ao longo do ano, o que ajuda a reduzir a sazonalidade de muitos destinos turísticos levando, no entanto, ao aumento da procura por um ambiente acessível – infraestruturas, transportes e serviços - e aumentando o valor do segmento de turismo acessível no mercado.

Quando falamos de Turismo Acessível e Inclusivo não pretendemos referir apenas ás questões da acessibilidade mas à criação de Ambientes de Desenho Universal de modo a apoiar também pessoas com limitações temporárias, famílias com crianças pequenas, população idosa e ainda à criação de ambientes mais seguros para a população trabalhadora.

Recomendação de Taleb Rifai, Secretário-Geral da OMT

"Acessibilidade é um elemento central de qualquer política de turismo responsável e sustentável. Constitui simultaneamente um imperativo dos direitos humanos e uma oportunidade de negócio excepcional. Acima de tudo, temos que começar a compreender que o turismo acessível não beneficia apenas as pessoas com deficiência ou com necessidades especiais, beneficia-nos a todos.”


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